Aços planos sobem até 6,9% no início de 2026 e confirmam novo patamar de preços no mercado brasileiro
Aços planos sobem até 6,9% no início de 2026 e confirmam novo patamar de preços no mercado brasileiro
Os preços dos aços planos no mercado doméstico brasileiro iniciaram 2026 em trajetória de alta, aproximando-se novamente de patamares anteriores após o anúncio, pelas usinas, de um reajuste geral entre 6% e 7%, com vigência a partir dos primeiros dias de janeiro. A movimentação, segundo fontes do setor, já começa a se refletir de forma consistente nas tabelas de preços e nas negociações em curso, ainda que a aplicação plena do aumento ocorra de maneira gradual.
Distribuidores ouvidos pelo mercado afirmam que o reajuste “pegou”, mesmo diante de um processo tradicionalmente marcado por negociações e concessões iniciais. As usinas já atualizaram suas listas de preços, e parte relevante dos agentes passou a operar “falando a mesma língua”, alinhada ao novo nível de valores. Há relatos de vendas já realizadas com base nos preços reajustados desde os primeiros dias úteis do ano.
Os dados dos índices de aços planos reforçam esse movimento. O Índice do Aço Laminado a Quente (BQ) registrou a maior variação no período, com alta de 6,89% em janeiro de 2026 frente a dezembro de 2025, avançando de 317,1 para 338,95 pontos. O comportamento do laminado a frio (BF) foi semelhante, com elevação de 6,02%, passando de 309,85 para 328,5 pontos.
A chapa grossa (CG) apresentou aumento de 5,99%, com o índice subindo de 275,5 para 292 pontos, enquanto a chapa xadrez avançou 6,01%, de 336,25 para 356,45 pontos. Já o aço galvanizado teve alta um pouco mais moderada, de 5,30%, com o índice passando de 288,95 para 304,25 pontos. Em conjunto, os números indicam uma recomposição praticamente generalizada dos preços dos aços planos no mercado interno.
Apesar disso, o repasse ainda não é homogêneo. Fontes do setor destacam que as usinas costumam aplicar os reajustes em etapas e que a existência de estoques, especialmente em alguns produtos, ainda permite negociações pontuais com clientes recorrentes, dependendo de volume e mix. Essa flexibilidade, segundo distribuidores, também tem sido usada como estratégia para formação de carteira e geração de volume no início do ano.
O nível de atividade, por sua vez, segue heterogêneo. Enquanto alguns distribuidores relatam um mercado ainda lento nas primeiras semanas de janeiro, outros apontam aumento relevante nas consultas e negociações, com compradores buscando material para pronta entrega logo na retomada das operações após o recesso de fim de ano.
No balanço geral, a combinação entre o anúncio formal das usinas, a atualização das tabelas de preços e a confirmação dos índices sugere que o mercado brasileiro de aços planos entra em 2026 com um novo patamar de preços, ainda em fase de consolidação, mas com sinais claros de sustentação no curto prazo.
Fonte: Infomet
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 21/01/2026