Vendas de aço da CSN caem para 995 mil toneladas pressionadas por importações
Vendas de aço da CSN caem para 995 mil toneladas pressionadas por importações
As vendas de aço da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) somaram 995 mil toneladas no quarto trimestre de 2025, queda de 5,9% em relação ao trimestre anterior e de 15,3% na comparação com o mesmo período de 2024.
Segundo a companhia, além da sazonalidade típica do período, a retração reflete o alto nível de estoques entre distribuidores no mercado doméstico, o volume ainda elevado de material importado no país e as barreiras tarifárias enfrentadas no mercado externo.
No mercado interno, as vendas alcançaram 757 mil toneladas entre outubro e dezembro, recuo de 2,9% ante o terceiro trimestre e de 13,6% na base anual. Já as exportações totalizaram 238 mil toneladas, queda de 14,3% na comparação trimestral e de 20,5% frente ao quarto trimestre de 2024.
A empresa destacou ainda que, pela primeira vez desde 2019, não realizou exportações diretas de seus produtos.
O preço médio no mercado doméstico ficou em R$ 4.893 por tonelada no trimestre, praticamente estável frente ao período anterior, mas 4,6% abaixo do registrado um ano antes. A companhia atribui o desempenho ao ambiente competitivo no mercado interno, pressionado pela presença de aço importado.
No mercado externo, por outro lado, o preço médio avançou 19,9% na comparação trimestral, para R$ 5.839 por tonelada, impulsionado por melhora no mix de vendas.
Mesmo com a queda nos volumes comercializados, o Ebitda ajustado da divisão de siderurgia atingiu R$ 700,2 milhões no quarto trimestre, alta de 63,5% frente ao trimestre anterior e de 6,8% em relação ao mesmo período de 2024. A margem Ebitda ajustada ficou em 13,4%.
O resultado, no entanto, foi influenciado por efeitos não recorrentes ligados à ociosidade produtiva causada pelo menor nível de utilização da capacidade instalada. Segundo a CSN, o impacto contábil foi de R$ 314 milhões no período, referente à alocação de custos fixos não absorvidos.
Desconsiderando esse efeito, o Ebitda teria sido de R$ 386,2 milhões, com margem de 7,4%. Nesse cenário, o desempenho representaria piora em relação ao trimestre anterior, já que o menor volume de vendas de aço superou o impacto positivo da queda no custo da placa.
Fonte: Times Brasil
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 13/03/2026