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China, EUA ou Argentina? Saiba quem são os maiores parceiros do Brasil

A China se consolidou como o principal parceiro comercial do Brasil, liderando com folga tanto o ranking de destinos das exportações brasileiras quanto o de origem das importações. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar em ambas as listas, enquanto a Argentina se mantém como um ator estratégico, especialmente no comércio de produtos industrializados na América do Sul.

Essa dinâmica, com dados referentes ao período de 2025 e início de 2026, desenha o cenário atual do comércio exterior do país, que movimenta centenas de bilhões de dólares todos os anos. A balança comercial, que é a diferença entre o que o país vende e o que compra, tem sido fortemente influenciada pela demanda chinesa por commodities brasileiras.

Para quem o Brasil mais vende?

As exportações brasileiras são fortemente concentradas em produtos básicos. A China é o destino de aproximadamente 28% de tudo o que o Brasil vende para o exterior, com destaque para a soja, o minério de ferro e o petróleo.

Confira os principais destinos dos produtos brasileiros:

China: principal comprador, com foco em commodities agrícolas e minerais. É o motor do superávit da balança comercial brasileira.
Estados Unidos: segundo maior mercado, comprando uma variedade maior de produtos, incluindo semimanufaturados de ferro e aço, petróleo bruto e aeronaves.
Argentina: parceiro fundamental no Mercosul, para onde o Brasil exporta principalmente veículos, autopeças e outros produtos industrializados.
Países Baixos (Holanda): funciona como uma importante porta de entrada para produtos brasileiros na Europa, especialmente farelo de soja e petróleo.
De quem o Brasil mais compra?

Na via contrária, o Brasil importa majoritariamente produtos de maior valor agregado, como equipamentos eletrônicos, máquinas e insumos para a indústria. A China também lidera essa lista, fornecendo desde celulares até componentes industriais.

Veja os países de onde o Brasil mais importa:

China: lidera com folga, fornecendo equipamentos de telecomunicações, válvulas e transistores, e uma vasta gama de produtos manufaturados.
Estados Unidos: importante fornecedor de óleos combustíveis, motores, turbinas para aviação e medicamentos.
Alemanha: destaca-se pela venda de autopeças, carros e produtos farmacêuticos para o mercado brasileiro.
Argentina: vende principalmente veículos de carga e automóveis, além de trigo, mostrando a forte integração do setor automotivo no bloco.
Essa configuração da balança comercial revela um padrão claro. O Brasil se firma como um grande exportador de commodities para mercados asiáticos e importa bens industrializados de maior tecnologia. A relação com os vizinhos do Mercosul, por sua vez, é marcada pela intensa troca no setor industrial.

 
Fonte: Correio Braziliense
Seção: Indústria & Economia
Publicação: 22/07/2026

Carbono passa a influenciar o custo de exportação do aço e do alumínio brasileiros

Durante décadas, a competitividade das exportações brasileiras de aço e alumínio foi determinada principalmente por fatores como preço, qualidade, produtividade e eficiência logística. A partir da entrada em vigor do Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM, na sigla em inglês) da União Europeia, um novo elemento passa a integrar essa equação: as emissões de carbono associadas ao processo produtivo.

O novo sistema europeu estabelece que importadores deverão contabilizar as emissões incorporadas aos produtos adquiridos e arcar com certificados de carbono correspondentes, aproximando o custo climático das importações daquele enfrentado pelos fabricantes instalados na Europa.

Embora a obrigação legal recaia sobre os importadores europeus, especialistas apontam que o mecanismo tende a influenciar diretamente a competitividade dos exportadores. Produtos com menor intensidade de carbono poderão ganhar vantagem comercial, enquanto cadeias produtivas mais emissoras poderão enfrentar maior pressão sobre preços e margens.

Para o Brasil, cuja pauta de exportações para a União Europeia inclui aproximadamente US$ 2,2 bilhões em aço e alumínio, segundo levantamento citado pela revista Exame, a nova regulamentação representa simultaneamente um desafio regulatório e uma oportunidade para valorizar características da indústria nacional.

O carbono deixa de ser apenas indicador ambiental

Durante muitos anos, a discussão sobre emissões esteve concentrada em políticas ambientais, sustentabilidade corporativa e compromissos climáticos.

O CBAM altera esse cenário ao transformar o carbono em uma variável econômica capaz de influenciar decisões de compra, formação de preços e acesso a mercados internacionais.

Na prática, a intensidade de carbono deixa de representar apenas um indicador ambiental e passa a integrar a análise de competitividade industrial.

Empresas que conseguirem produzir com menores emissões — e comprovar essas emissões de forma auditável — tendem a ocupar posição mais favorável nas negociações comerciais com compradores europeus.

Essa mudança amplia o papel estratégico das informações ambientais dentro das empresas industriais.

A siderurgia brasileira não será afetada de forma uniforme

A nova regulamentação também evidencia que a indústria siderúrgica brasileira não pode ser analisada como um bloco homogêneo.

As emissões variam significativamente conforme a rota tecnológica utilizada na produção do aço.

Usinas integradas baseadas em minério de ferro e carvão mineral apresentam características distintas daquelas que utilizam carvão vegetal proveniente de florestas plantadas ou fornos elétricos abastecidos predominantemente por sucata metálica.

Consequentemente, o impacto do CBAM tende a variar entre empresas e produtos.

Mais do que um desafio para o setor como um todo, o mecanismo poderá ampliar diferenças competitivas entre produtores que apresentem intensidades de carbono distintas.

O Brasil pode transformar vantagens naturais em vantagem comercial

Nesse contexto, o Brasil reúne características que podem favorecer parte de sua indústria.

A elevada participação de fontes renováveis na matriz elétrica nacional, a utilização de sucata em diferentes processos siderúrgicos e a existência de uma cadeia relevante baseada em carvão vegetal certificado colocam determinados produtores em posição potencialmente mais favorável em relação a concorrentes cuja produção depende fortemente de combustíveis fósseis.

Entretanto, essa vantagem não será automática.

O diferencial competitivo dependerá da capacidade das empresas de medir, registrar e comprovar suas emissões segundo as metodologias aceitas pelas autoridades europeias.

Sem dados confiáveis, inventários auditados e sistemas robustos de monitoramento, produtos de baixa intensidade de carbono poderão deixar de capturar plenamente esse benefício.

Informação passa a ser ativo industrial

A implementação do CBAM amplia a importância de processos internos de medição das emissões.

Até recentemente, conhecer detalhadamente a pegada de carbono era uma prática associada principalmente à elaboração de relatórios de sustentabilidade.

Agora, essas informações passam a integrar o próprio processo comercial.

Inventários auditados, rastreabilidade da cadeia produtiva, certificações ambientais e sistemas de monitoramento tornam-se instrumentos capazes de influenciar negociações internacionais.

Em outras palavras, não basta produzir com menor emissão.

Será necessário demonstrar, de forma transparente e verificável, que essa emissão realmente é inferior.

A informação ambiental passa a representar um ativo industrial.

O alumínio também entra na nova lógica

A mudança não se restringe à siderurgia.

O setor brasileiro de alumínio também deverá conviver com o novo ambiente regulatório europeu.

Nesse segmento, a elevada participação de fontes renováveis na geração de eletricidade utilizada pela indústria brasileira poderá representar uma vantagem competitiva importante, uma vez que a produção de alumínio é altamente dependente de energia elétrica.

Da mesma forma, a ampla utilização de alumínio reciclado reduz significativamente o consumo energético e, consequentemente, a intensidade de carbono do produto final.

Assim como ocorre no aço, entretanto, essas vantagens precisarão ser devidamente comprovadas para produzir efeitos comerciais.

A competitividade industrial ganha uma nova dimensão

O avanço do CBAM demonstra que a competição internacional deixa de depender exclusivamente de fatores tradicionais como custo de produção, produtividade e escala.

Questões relacionadas à intensidade de carbono passam a integrar o conjunto de variáveis analisadas por compradores, investidores e governos.

Essa transformação acompanha um movimento mais amplo observado nas principais economias do mundo, no qual política industrial, transição energética e segurança das cadeias produtivas tornam-se cada vez mais interligadas.

Nesse novo ambiente, eficiência produtiva e eficiência ambiental deixam de seguir caminhos paralelos.

Passam a fazer parte da mesma estratégia de competitividade.

O debate poderá avançar para outros segmentos industriais

Embora o mecanismo tenha sido inicialmente direcionado a setores intensivos em emissões, como ferro, aço, alumínio, cimento, fertilizantes, hidrogênio e eletricidade, a tendência é que sua influência se estenda gradualmente a cadeias industriais de maior valor agregado.

À medida que componentes metálicos, máquinas, equipamentos e produtos manufaturados incorporem matérias-primas sujeitas ao CBAM, cresce a possibilidade de que exigências relacionadas ao carbono avancem para etapas posteriores da cadeia industrial.

Esse movimento amplia a importância da descarbonização não apenas para os produtores de insumos básicos, mas também para a indústria de transformação.

Perspectivas

A implementação do CBAM marca uma mudança relevante na dinâmica do comércio internacional ao aproximar política climática e política industrial.

O carbono deixa de representar apenas um compromisso ambiental e passa a influenciar decisões de investimento, estratégias produtivas e relações comerciais entre países.

Para a indústria brasileira, o novo cenário impõe custos de adaptação e aumenta a necessidade de investimentos em monitoramento, rastreabilidade e certificação das emissões. Ao mesmo tempo, abre espaço para que vantagens estruturais do país — como uma matriz elétrica predominantemente renovável, o uso crescente de sucata metálica e a produção baseada em biomassa certificada em parte da siderurgia — sejam convertidas em diferenciais competitivos.

Nos próximos anos, a capacidade de produzir com menor intensidade de carbono continuará importante. Mas será igualmente decisivo comprovar essa condição por meio de dados consistentes e reconhecidos internacionalmente. Em um mercado cada vez mais orientado pela transição energética, medir emissões deixa de ser apenas uma exigência regulatória e passa a integrar a própria estratégia industrial das empresas brasileiras.

 
Fonte: Infomet
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 21/07/2026

 

2 mil toneladas de aço e sem vigas: como a Havan ergue o maior galpão da América Latina de R$ 250 milhões

O sistema autoportante é a operação que chama atenção na obra de R$ 250 milhões de ampliação do Centro de Distribuição da Havan, em Barra Velha, Litoral Norte de SC. O espaço é considerado o maior da América Latina com 200 mil metros quadrados. O novo galpão vai somar 50 mil metros quadrados na estrutura.

Imagens divulgadas pelo empresário Luciano Hang revelaram como está ficando o novo armazém. A tecnologia consiste em construir o galpão sem vigas de apoio, ou seja, o que apoia a estrutura são as próprias prateleiras que armazenam os produtos. Um elevador de 40 mil espaços para paletes e uma estrutura de 2 mil toneladas de aço também será instalado no local.

Sistema autoportante agiliza a construção e otimiza espaço do galpão no centro de distribuição da Havan

Conforme explicação da Longa Industrial, empresa siderúrgica que atua há mais de 60 anos no Brasil, a técnica é desenvolvida para edificação do armazém e reduz significativamente o uso de alvenaria na obra.

A própria estrutura de armazenagem vai sustentar os fechamentos laterais e a cobertura do galpão. Estas estruturas são pré-fabricadas e instalas em obra, em cima do piso já existente. Uma das grandes vantagens é que as prateleiras otimizam ao máximo o espaço, já que eliminam colunas.

Outro motivo pela escolha da técnica é agilizar a construção e manter o canteiro de obra mais limpa, o que pode gerar menos custos em relação aos métodos tradicionais.

No caso da Havan, os pilares construídos tem 35 metros de altura, com o elevador automatizado que será equipado no local, para movimentar as mercadorias.

CDH de Barra Velha consegue separar até 20 mil caixas por hora

O centro de distribuição da  Havan tem o tamanho de cerca de 28 campos de futebol. A unidade é responsável por fazer a distribuição dos produtos vendidos nas 190 megalojas de todo o Brasil.

Segundo a empresa, o espaço usa estrutura de ponta para atender toda a rede. As instalações contam com sistemas automatizados de última geração, incluindo maquinários capazes de separar até 20 mil caixas por hora, o que garante maior agilidade e precisão nas entregas. 

São sete quilômetros de esteira e três transelevadores. Na unidade, atuam cerca de 1.500 mil trabalhadores. O Centro de Distribuição foi inaugurado em Barra Velha em 2010. Ainda não há previsão de entrega da obra que amplia a estrutura.

 
Fonte: NSC Total
Seção: Construção, Obras & Infraestrutura
Publicação: 21/07/2026

 

Defesa comercial começa a redesenhar o mercado brasileiro de aço

Durante os últimos dois anos, a principal preocupação da siderurgia brasileira esteve concentrada no avanço das importações de aço, especialmente de produtos asiáticos vendidos a preços considerados desleais pelo setor. A resposta veio por meio da ampliação dos instrumentos de defesa comercial, com a adoção de cotas tarifárias e a aplicação de medidas antidumping sobre diferentes categorias de produtos siderúrgicos.

Os números do primeiro semestre de 2026 mostram que essas medidas começam a produzir efeitos.

As importações brasileiras de aço recuaram 17,6% entre janeiro e junho, totalizando 2,9 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil. A retração representa a primeira redução significativa após um longo período de crescimento das compras externas e sinaliza uma mudança importante na dinâmica competitiva do mercado nacional.

A diminuição das importações, entretanto, não elimina os desafios da indústria.

Mesmo diante da menor entrada de aço estrangeiro, produção, vendas internas e consumo aparente continuaram registrando retração no semestre, indicando que o principal obstáculo da siderurgia brasileira deixou de ser apenas a concorrência externa e passou a envolver também o ritmo da atividade econômica doméstica.

Defesa comercial começa a alterar o fluxo das importações

A redução das compras externas ocorre após o fortalecimento dos instrumentos de proteção comercial adotados pelo governo brasileiro.

O sistema de cotas tarifárias, renovado recentemente para o biênio 2026-2027, continua abrangendo 19 categorias de produtos siderúrgicos. Dentro dos limites estabelecidos, permanece a tarifa regular de importação. Acima desse volume, passa a incidir uma alíquota de 25%.

Paralelamente, novas medidas antidumping foram implementadas ou prorrogadas sobre diferentes produtos provenientes principalmente da China e da Índia, incluindo aços pré-pintados, laminados planos a frio e materiais revestidos.

Essas iniciativas vinham sendo defendidas pelo setor siderúrgico como instrumentos necessários para reduzir distorções competitivas provocadas pelo excesso de oferta internacional, especialmente em um ambiente marcado pelo avanço das exportações chinesas.

Os números do semestre sugerem que esse conjunto de medidas começa a modificar o comportamento das importações.

O mercado muda, mas a demanda ainda não reage

A redução da concorrência externa, por si só, não foi suficiente para impulsionar a atividade da indústria nacional.

A produção brasileira de aço bruto recuou 1,5% no primeiro semestre, totalizando 16,3 milhões de toneladas.

As vendas internas permaneceram praticamente estáveis, com leve retração de 0,2%, enquanto o consumo aparente apresentou queda mais expressiva, de 5,3%.

Os indicadores revelam que a desaceleração da demanda doméstica continua limitando uma recuperação mais consistente do setor.

Em outras palavras, a defesa comercial contribui para reduzir a pressão competitiva das importações, mas não substitui o crescimento da atividade econômica como principal motor da indústria siderúrgica.

Essa mudança altera a natureza do desafio enfrentado pelas empresas.

Antes, a preocupação estava concentrada na perda de mercado para produtos importados.

Agora, o foco passa a ser a recuperação do consumo nacional.

Junho mostra que a volatilidade permanece elevada

Apesar da queda acumulada no semestre, os dados de junho revelam que o mercado continua sujeito a oscilações importantes.

As importações cresceram mais de 50% em relação ao mês anterior, embora permaneçam abaixo do volume registrado em junho do ano passado.

Esse comportamento indica que os fluxos internacionais continuam bastante sensíveis às condições de oferta, demanda e preços praticados no mercado global.

Para a indústria, isso significa que a defesa comercial reduz parte das distorções, mas não elimina completamente a volatilidade das importações.

Exportações ajudam a equilibrar a atividade

Enquanto o mercado interno permanece moderado, as exportações continuam exercendo papel importante na sustentação da produção.

Os embarques brasileiros cresceram 3,1% no primeiro semestre e alcançaram 5,3 milhões de toneladas.

A ampliação das vendas externas demonstra que parte das siderúrgicas busca compensar o desempenho mais fraco do mercado doméstico por meio de maior presença internacional.

Esse movimento ganha relevância em um cenário no qual diferentes regiões do mundo passam por reorganização das cadeias de fornecimento de aço.

O mercado internacional também busca novo equilíbrio

As mudanças observadas no Brasil ocorrem paralelamente a uma reorganização do mercado internacional.

No segmento de placas de aço, principal produto semielaborado exportado pelo país, produtores relatam melhora gradual da demanda para embarques previstos para o último trimestre do ano.

Ao mesmo tempo, o mercado internacional passa por um processo de estabilização após meses de elevada volatilidade.

A procura por placas brasileiras cresce principalmente entre siderúrgicas instaladas na Europa, enquanto fabricantes continuam enfrentando forte concorrência de fornecedores asiáticos.

Esse ambiente favorece um equilíbrio mais consistente entre oferta e demanda, reduzindo a pressão observada no início do ano.

Na América Latina, o mercado de bobinas laminadas a quente também entrou em uma fase de estabilização após um período de valorização.

Embora os preços internacionais tenham perdido parte do impulso recente, produtores avaliam que o mercado começa a encontrar níveis mais sustentáveis para as negociações.

Esse cenário tende a oferecer maior previsibilidade para exportadores brasileiros.

Confiança da indústria continua abaixo do nível considerado positivo

Apesar da melhora no ambiente competitivo proporcionada pela defesa comercial, o setor ainda demonstra cautela quanto aos próximos meses.

O Indicador de Confiança da Indústria do Aço encerrou julho em 45,6 pontos, permanecendo pelo segundo mês consecutivo abaixo da linha dos 50 pontos, nível que separa percepções positivas e negativas sobre o ambiente de negócios.

A permanência do indicador em terreno pessimista mostra que os executivos do setor ainda enxergam limitações importantes para uma recuperação mais robusta da atividade.

Entre os fatores monitorados permanecem a evolução da demanda doméstica, o comportamento das importações, os investimentos industriais e o cenário internacional.

O setor entra em uma nova etapa

Os resultados do primeiro semestre sugerem que a siderurgia brasileira começa a deixar para trás um período marcado exclusivamente pela preocupação com o crescimento das importações.

As medidas de defesa comercial parecem ter reduzido parte da pressão exercida pelos produtos estrangeiros.

Entretanto, novos desafios passam a ocupar o centro das decisões empresariais.

O principal deles consiste em ampliar a utilização da capacidade instalada em um ambiente de consumo doméstico ainda moderado e crescimento econômico desigual.

Nesse contexto, competitividade, produtividade e expansão das exportações passam a ganhar peso crescente na estratégia das empresas.

Perspectivas

A queda das importações representa um marco importante para a siderurgia brasileira, mas não encerra os desafios do setor.

Depois de um longo período dedicado à defesa comercial, a indústria passa a enfrentar uma nova etapa, na qual a recuperação dependerá cada vez mais do fortalecimento da demanda interna, da expansão dos investimentos e da capacidade de ampliar sua inserção internacional.

Ao mesmo tempo, os sinais de estabilização observados no mercado global de placas de aço e de outros produtos siderúrgicos indicam que a oferta mundial começa a encontrar um novo ponto de equilíbrio após anos de forte volatilidade.

Para a indústria brasileira, essa combinação cria uma oportunidade relevante. Com menor pressão das importações e um ambiente internacional mais previsível, o foco tende a migrar da proteção do mercado para o aumento da competitividade, da produtividade e da agregação de valor, elementos que serão decisivos para consolidar uma nova fase de desenvolvimento da siderurgia nacional.

 
Fonte: Infomet
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 20/07/2026

 

Importações de aço caem 17,6% no 1° semestre com medidas antidumping

As importações brasileiras de produtos de aço caíram 17,6% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, e somaram 2,9 milhões de toneladas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Aço Brasil.

A retração ocorre em meio ao reforço das medidas de defesa comercial adotadas pelo governo para conter o avanço de produtos siderúrgicos estrangeiros no mercado brasileiro.

O Brasil mantém um sistema de cotas tarifárias para 19 tipos de produtos siderúrgicos. Dentro dos limites estabelecidos, vale a alíquota regular de importação; acima das cotas, a tarifa sobe para 25%. O mecanismo foi renovado em junho para o período de 2026 e 2027.

O governo também aplicou e prorrogou direitos antidumping sobre diferentes produtos de aço. Entre as medidas em vigor estão sobretaxas sobre aços pré-pintados da China e da Índia e sobre laminados planos a frio e revestidos de origem chinesa.

Apesar da queda no acumulado do semestre, as importações voltaram a acelerar em junho. Foram 476 mil toneladas no mês, alta de 52,4% na comparação com maio.

A produção brasileira de aço bruto recuou 1,5% no primeiro semestre, para 16,3 milhões de toneladas. As vendas internas caíram 0,2%, para 10,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo aparente teve retração de 5,3%, para 12,9 milhões de toneladas.

As exportações cresceram 3,1% no período e alcançaram 5,3 milhões de toneladas.

 
Fonte: CNN
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 20/07/2026

Produção de aço bruto no Brasil fica praticamente estável em junho, diz Aço Brasil

A produção da indústria siderúrgica brasileira ficou praticamente estável em junho ante o mesmo mês do ano passado (+0,1%), em 2,837 milhões de toneladas, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo grupo Aço Brasil.

No acumulado do ano, o volume soma 16,259 milhões de toneladas, queda de 1,5% sobre o mesmo período de 2025, informou a entidade, que representa as siderúrgicas instaladas no país.

A utilização da capacidade instalada no mês passado ficou em 66,8%, de 66,7% um ano antes. Na primeira metade do ano, ficou em 63,8%, de 64,8% no mesmo período de 2025.

Em junho, as vendas no mercado interno caíram 5% ante o mesmo mês do passado, para 1,772 milhão de toneladas. No acumulado do ano, as vendas da liga no Brasil ficaram praticamente estáveis (-0,2%), em 10,460 milhões de toneladas.

As exportações caíram 14,8% em junho, para 912 mil toneladas, enquanto as importações encolheram 20,1%, para 476 mil toneladas. No primeiro semestre, as vendas ao exterior totalizaram 5,332 milhões de toneladas (+3,1%) e as importações somaram 2,904 milhões de toneladas (-17,6%). 

 
Fonte: Reuters
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 20/07/2026