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Carro? Bike? Conheça o Frikar, que não exige habilitação e vai a 25 km/h

Dê uma boa olhada no veículo que ilustra esta nota. Como você o definiria? Carro? Bicicleta?  Bem, os criadores do produto, que é chamado de Frikar, o classificam como uma mistura dos dois.
Apesar de ter quatro rodas e ser fechado como um carro, o veículo abriga apenas uma pessoa e tem pedais como uma bicicleta. Eles não estão ligados a uma corrente como nas bikes normais, e sim a um gerador elétrico que fica na traseira. Dessa forma, o veículo é movido a energia humana. Na Europa, foi classificado como bicicleta elétrica, ou seja, não é necessária habilitação para dirigi-lo. 

No entanto, o Frikar possui três motores, sendo apenas um ligado aos pedais. Com isso, a velocidade pode ultrapassar os 25 km/h que são o que a lei permite para bikes elétricas na Europa, chegando a alcançar até 60 km/h dependendo de fatores como a inclinação do terreno. Na prática, o motor movido a pedaladas só chega a 25 km/h, mas os outros dois fornecem um impulso extra dependendo do quanto vigor o motorista está colocando nos pedais.

Os desenvolvedores do Frikar são a empresa norueguesa Podbike. Em 2021, ela somou € 3,2 milhões (cerca de R$ 20 milhões) em pedidos de pré-venda, com mais de 3.400 pessoas tendo feito encomendas. O preço do veículo é de € 6.429, o que dá cerca de R$ 40 mil. As primeiras unidades devem começar a ser entregues ainda neste ano.

O carrinho tem 2,3 m de comprimento e 84 cm de altura, teto solar removível, porta-malas traseiro, assento ajustável e autonomia de 50 a 80 km. Por um valor a mais, é possível adquirir a versão Plus, que tem ventilação, alarme e luzes internas. 

Fonte: Automotive Business
Seção: Automobilística & Autopeças
Publicação: 13/01/2022

 

2021 pode ter sido o melhor ano desde 1998 para o mercado de máquinas-ferramenta dos EUA

Os pedidos de tecnologia da manufatura ultrapassaram US$ 650 milhões em novembro de 2021, de acordo com o mais recente relatório de pedidos do setor nos EUA publicado pela AMT – The Association For Manufacturing Technology. Este é o segundo maior total mensal desde o início do programa em 1998. O valor dos pedidos aumentou quase 14% em relação a outubro de 2021 e mais que dobrou o valor dos pedidos recebidos em novembro de 2020. O total acumulado do ano superou US$ 5,3 bilhões, perto de se tornar o melhor ano da história do programa.

“Os pedidos de novembro ilustram a recuperação contínua, apesar dos desafios contínuos causados ??pela pandemia. Moldes e matrizes, fabricação de válvulas, forjamento e estampagem e ferragens – setores em declínio devido a décadas de terceirização antes da pandemia – continuaram a voltar devido ao reshoring”, diz Douglas K. Woods, presidente da AMT. “As fábricas mostraram um declínio modesto nos dólares gastos, mas um aumento de dois dígitos nos pedidos, indicando uma necessidade de aumento de capacidade em todo o setor.”

Dois setores importantes que mostram aumento de pedidos, apesar dos desafios contínuos, são os equipamentos aeroespaciais e off-road. O setor aeroespacial enfrentou desafios com cancelamentos de voos e problemas de pessoal que podem prejudicar quaisquer planos de curto prazo para aumentar o tamanho da frota. Apesar dessas interrupções, esse setor quase dobrou seus pedidos em relação ao mês anterior. Equipamentos off-road pesados ??usados ??para agricultura, mineração e construção também aumentaram seus pedidos, provavelmente para se precaver contra os aumentos das taxas de juros no país.

“Os setores que fabricam equipamentos off-road de grande porte exigem maquinários mais complexos e altamente customizados para produzi-los, tendem a ser dependentes de financiamento e são sensíveis a taxas de juros”, diz Woods. “Os pedidos vindos desses setores sensíveis às taxas em novembro podem ter sido uma tentativa de bloquear o financiamento antes da reunião do Federal Reserve de dezembro, antecipando quaisquer surpresas que aumentariam o custo dos empréstimos.”

Fonte: IPESI
Seção: Máquinas & Equipamentos
Publicação: 13/01/2022

Entrevista com Gustavo Gusmão: Investimento privado em infraestrutura deve ganhar força em 2022

O Brasil possui gargalos históricos em infraestrutura e essa situação ainda deve permanecer por algum tempo, já que o país investe menos da metade do que seria necessário para o setor. Segundo estudos realizados na área, o país investe menos de 2% do PIB anual em infraestrutura, enquanto os especialistas afirmam que o ideal seria mais de 4%.

As consequências são sentidas pela população. Em áreas como saneamento, por exemplo, cerca de 11 mil pessoas morrem por ano, em média, por falta do serviço básico, segundo dados do Atlas do Saneamento, elaborado pelo IBGE.

Porém, o ano de 2022 deve ser promissor em áreas como saneamento básico, ferrovias e aeroportos. Além dos marcos regulatórios e leilões realizados pelo setor público em todas as esferas (federal, estaduais e municipais), as concessões e parcerias públicos-privadas (PPPs) devem alavancar os investimentos.

“A perspectiva é que o ano de 2022 seja um marco histórico de investimentos privados”, afirma Gustavo Gusmão, diretor-executivo para Setor Público e Infraestrutura da EY.

Em entrevista, Gusmão traça as perspectivas para a área de infraestrutura neste ano. Confira:

 

Qual a perspectiva para o setor de infraestrutura este ano?

Com o amadurecimento das concessões e parcerias público-privadas nos últimos anos, o cenário para 2022 é promissor e os investimentos privados em infraestrutura devem seguir uma trajetória de crescimento. Este ano, deveremos ver uma combinação de expansão da carteira de novos projetos bem como iremos testemunhar investimentos e serviços chegando na ponta, que é o usuário. Também é esperado o surgimento de novos entrantes nesse mercado e a diversificação de novos modelos de financiamento. Os projetos em nível municipal devem ganhar tração no próximo ano e há uma tendência de que as entregas de projetos estaduais e federais se concentrem mais no primeiro semestre, em função do calendário eleitoral.

 

Quais áreas da infraestrutura devem apresentar melhor desempenho este ano? O novo marco do saneamento e a Medida Provisória das ferrovias devem contribuir para aumentar o investimento?

Certamente. Além de investimentos em energia, esses dois setores, ferrovia e saneamento, foram apontados como os mais propensos para receberem investimentos nos próximos anos, segundo o Barômetro da Infraestrutura Brasileira, pesquisa semestral realizada pela EY e a ABDIB. Os marcos legais, com certeza, podem ser apontados como um dos principais direcionadores dessa tendência. Em especial, o saneamento deverá receber um montante de investimentos num ritmo nunca antes observado no histórico do país, que deverá ficar evidente em 2022.

 

O Brasil investe menos de 2% do PIB em infraestrutura. Os especialistas afirmam que o ideal seria mais de 4%. Quais as consequências dessa defasagem de investimentos para o desenvolvimento do Brasil?

As consequências são diversas. Desde a indisponibilidade de serviços essenciais, passando pela má qualidade na prestação de serviços de interesse público, até os altos custos que comprometem a competitividade do país. O país acaba perdendo o bonde do desenvolvimento econômico global e, consequentemente, também reduz sua capacidade para investir em políticas sociais.

 

Quais as expectativas em relação aos investimentos privados no setor? Que áreas devem receber mais atenção?

Os investimentos privados têm tido um forte protagonismo em relação ao setor de infraestrutura. Os recentes marcos regulatórios, notadamente nos setores de saneamento e ferrovias, abriram um caminho importante para alavancar projetos privados em setores onde havia, até então, uma percepção de alto risco jurídico-regulatório. Nesse contexto, a perspectiva é que este ano seja um marco histórico de investimentos privados. Devem receber montantes expressivos os setores de saneamento, rodovias, portos e aeroportos. Em volume de projetos, o setor de iluminação pública também deve se destacar.

 

O fato de ser um ano eleitoral pode comprometer os investimentos públicos e privados em infraestrutura?

É possível que alguns investimentos públicos possam sofrer algum tipo de postergação em função do período eleitoral. Mas, no que se refere aos privados, o histórico tem nos mostrado que não há um efeito paralisador em ano eleitoral. Em alguns casos há, inclusive, um esforço maior dos gestores públicos para acelerarem projetos que resultem em novos aportes. No entanto, após o período eleitoral, os primeiros meses das novas gestões podem representar risco de interrupção ou atraso de alguns projetos contratados na administração anterior. Quanto mais colaborativa for a transição entre governos, menor será o risco de descontinuidade em infraestrutura.

Fonte: Diário do Comércio
Seção: Construção, Obras & Infraestrutura
Publicação: 13/01/2022

 

Sucata ferrosa: exportação cai com aumento de demanda interna

As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas, caíram 30% em 2021, com volume de 509.356 toneladas, em comparação às 731.148 toneladas em 2020. Já as importações tiveram aumento no ano passado, de 169%, atingindo 244.696 toneladas, ante 90.919 toneladas em 2020. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia/Secex.

Segundo o presidente do Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa), Clineu Alvarenga, a queda das exportações em determinados períodos do ano passado deixam evidente os meses que as indústrias de transformação (usinas siderúrgicas) deram maior prioridade na aquisição de sucata ferrosa do mercado local.

“O mercado interno está atualmente abastecido de sucatas e em condições de atender plenamente as usinas siderúrgicas e fundições”, afirma Alvarenga.

Em relação às importações, o aumento se concentrou principalmente nos primeiros meses de 2021, quando as usinas, em função do descompasso causado pela Covid-19, tiveram incremento da demanda por aço. Conforme o presidente do Inesfa, “as siderúrgicas recorrem também a importações para pressionar a baixa de preços da sucata ferrosa no Brasil, mas nunca houve pouca disponibilidade do insumo no mercado interno”.

Alvarenga lembra que as empresas processadoras de sucata sempre dão preferência no abastecimento do mercado brasileiro, exportando apenas volumes excedentes quando há baixo interesse das siderúrgicas locais.

“A exportação é uma forma de manter as operações das empresas para garantir a subsistência do ciclo de materiais recicláveis e o sustento de milhares de pessoas, incluindo cerca de 1 milhão de catadores, quando o consumo cai no país ou os preços são reduzidos por pressão das usinas siderúrgicas”, afirma.

A procura por sucata ferrosa no Brasil reagiu principalmente no final de 2021, após um período de menor demanda das usinas, e deve superar um volume de vendas de 9 milhões de toneladas no ano, conforme dados ainda preliminares do Inesfa, 13,1% acima de 2020, que fechou em 7,957 milhões de toneladas.

Fonte: Monitor Mercantil
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 12/01/2022

Paralisação de minas puxa preço do minério de ferro e papéis de mineradoras

A paralisação das minas da Vale, Usiminas e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Minas Gerais, em razão das fortes chuvas que castigam o Estado neste início de ano, fez com que os preços do minério de ferro se recuperassem ontem.

De acordo com o mining.com, tomando como base dados da Fastmarkets MB, o minério com 62% de teor de ferro foi cotado a US$ 129,17 a tonelada no porto de Qingdao, na China. Crescimento de 3,2% em relação ao preço da segunda-feira, quando a commodity foi negociada a US$ 125,16%. Com esse desempenho, a principal matéria-prima do aço tem alta de 6,97% no ano.

De acordo com o mining.com, os contratos futuros de minério de ferro mais negociados, para entrega em maio, na bolsa de commodities de Dalian fecharam em alta de 2,8%, para 724 yuans por tonelada.

Para o analista do Itaú BBA, Daniel Sasson, essa parada pode influenciar os preços nos próximos dias caso não se tenha clareza quanto à retomada das operações. “Se essa paralisação de estender por mais tempo, o impacto no preço pode ser mais sentido”, afirmou Sasson.

Essa alta do minério de ferro ontem influenciou os papéis das mineradoras na B3. A Vale viu sua ação subir 1,9%, depois de uma queda de 1,19% no dia anterior. A Usiminas foi a que mais evoluiu. A alta na ação da companhia foi de 6,05%. A CSN Mineração (CMIN) teve pequena evolução de 0,14%. Já a CSN, que consolida a operação da CMIN, apresentou queda em seu papel de 0,24%.

Em relatório, a agência de risco Mood’s afirma que as paradas de produção e os riscos de segurança elevados nas barragens de rejeitos são negativos para a Vale, CSN e Usiminas, e podem “prejudicar o fluxo de caixa e a receita de forma mais significativa”, diz a Moody's Investors Service.

Isso porque, segundo a agência, as chuvas fortes agravam os perigos ambientais relacionados a resíduos, incluindo barragens de rejeitos de mineração.

Fonte: Valor
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 12/01/2022

 

Carvão metalúrgico sobe na China com demanda de reabastecimento

Os contratos futuros de carvão metalúrgico na Bolsa de Commodities de Dalian saltaram nesta quarta-feira, impulsionados pela demanda de reabastecimento nas siderúrgicas, já que a oferta dos materiais está relativamente apertada antes do feriado do Ano Novo Lunar.

“A demanda por coque está relativamente forte, pois as taxas de utilização nas usinas se recuperaram depois que Tangshan levantou o alerta de poluição atmosférica”, escreveram analistas da Haitong Futures em nota, acrescentando que as siderúrgicas estão acumulando estoques em meio a preocupações com interrupções logísticas devido ao clima desfavorável e à situação da pandemia.

Afetado pelo recente surto de Covid-19, o transporte desacelerou, enquanto a produção nas minas de carvão diminuiu antes dos feriados do Festival da Primavera, levando a uma oferta relativamente apertada de carvão metalúrgico, de acordo com a nota.

Os futuros de carvão metalúrgico mais negociados na bolsa de Dalian ganharam 2,1%, para 2.310 Yuanes (363,03 dólares) por tonelada no fechamento.

Os preços do coque subiram 2,3%, para 3.210 Yuanes por tonelada, antes de fechar em queda de 0,3%, a 3.130 iuanes por tonelada.

Os futuros de minério de ferro de referência na bolsa de Dalian, para entrega em maio, avançaram 1,3%, para 725 Yuanes por tonelada.

Os preços spot do minério de ferro com 62% de teor de ferro para entrega na China subiram de 3 dólares a 132 dólares a tonelada nesta quarta-feira, segundo a consultoria SteelHome.

Fonte: Money Times
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 12/01/2022