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Produção global de aço cai 1,9% em abril

A worldsteel divulgou que a produção de aço bruto atingiu 153,4 milhões de toneladas em abril de 2026, uma queda de 1,9% sobre o mesmo mês do ano passado. A Ásia e Oceania produziram 114,2 milhões de toneladas em abril, recuo de 1,3% na comparação com abril de 2025. Entre os países asiáticos, a China produziu 83,6 milhões de toneladas em abril de 2026 e caiu 2,8% em abril, enquanto a Índia registrou 13,8 milhões de toneladas no mês, 3,9% a mais que em abril de 2025. A produção japonesa cresceu 0,3% e a coreana 4,8%, respectivamente, no mês, com volumes de 6,6 e 5,2 milhões de toneladas de aço bruto em abril deste ano.

A produção africana (Egito, Líbia e África do Sul) totalizou 2,1 milhões de toneladas de aço bruto em abril, 11,5% superior em relação ao mesmo mês do último ano. Os países da Comunidade Europeia produziram 11 milhões de toneladas no mês, 1,8% a menos na comparação com abril de 2025. Apesar disso, a produção alemã avançou 9,5% em abril de 2026, para 3,2 milhões de toneladas de aço bruto.

A Comunidade dos Países Independentes da ex-URSS produziu 6 milhões de toneladas e caiu 13,4% na comparação com abril do ano passado. A Rússia teve uma produção estimada de 5 milhões de toneladas e recuou 12,4% sobre abril do último ano. Outros países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia, Reino Unido, produziram 3,6 milhões de toneladas em abril, um acréscimo de 4,2% sobre abril de 2025. O Oriente Médio (Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos) produziu 3,7 milhões de toneladas e despencou 27,3% na comparação com abril do último ano.

A região da América do Norte produziu 9,4 milhões de toneladas de aço bruto em abril, aumento de 6,9% em relação ao mesmo mês de 2025. Do total, os Estados Unidos responderam por 7,2 milhões de toneladas, 9,4% superior sobre abril de 2025. A América do Sul produziu 3,4 milhões de toneladas de aço bruto em abril de 2026, um incremento de 3,1% na comparação com o mesmo mês do último ano. Em abril, o Brasil teve produção estimada de 2,7 milhões de toneladas de aço bruto, mas registrou volume 2,8% superior quando comparado a um ano antes. No primeiro quadrimestre de 2025, a produção mundial somou 613,3 milhões de toneladas de aço bruto, o que corresponde a uma queda de 2%, quando comparada com o mesmo período do ano anterior.

 
Fonte: Brasil Mineral
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 25/05/2026

 

Mercado de aço registra queda nas vendas em abril, mas setor mantém expectativa de crescimento moderado

As vendas de aços planos pela rede de distribuição ligada ao Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) registraram queda de 10,8% em abril na comparação com março, totalizando 314 mil toneladas comercializadas. Em relação ao mesmo mês de 2025, a retração foi mais moderada, de 1%, refletindo um cenário de desaceleração pontual no setor, mas ainda sem indicar uma retração estrutural da atividade.

Apesar do recuo mensal, a expectativa do setor para maio é de recuperação parcial. Segundo o Inda, compras e vendas devem avançar cerca de 10% frente ao desempenho de abril. Ainda assim, no acumulado entre janeiro e maio, a projeção permanece levemente negativa, com queda estimada de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

O presidente do Inda, Carlos Jorge Loureiro, avalia que o mercado segue em trajetória de estabilidade moderada ao longo de 2026. “Estamos caminhando para crescimento de 1% a 2% no ano”, afirmou.

O desempenho recente do setor ocorre em meio a um ambiente de ajustes na cadeia de distribuição e de mudanças no fluxo internacional do aço. As importações apresentaram forte retração em abril, com queda de 38,6% frente a março e de 43,2% na comparação anual, encerrando o período em 166,6 mil toneladas.

Segundo Loureiro, parte desse movimento está relacionada às diferenças de competitividade entre os fornecedores internacionais. Na avaliação do executivo, os produtos chineses continuam apresentando vantagens logísticas e comerciais em relação a outros mercados exportadores, cujos custos permanecem mais elevados.

A expectativa do setor é de que as importações encerrem 2026 em patamar inferior ao registrado no ano anterior, podendo recuar entre 20% e 40%, dependendo das condições do mercado internacional e da demanda doméstica ao longo dos próximos meses.

Enquanto as importações perderam força, as exportações brasileiras de aço registraram avanço expressivo. Em abril, os embarques cresceram 74% na comparação com o mesmo período de 2025, alcançando 887,5 mil toneladas. O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda europeia, em um contexto de redução da dependência de produtos chineses por parte de países do continente.

O comportamento dos estoques também chamou atenção no período. O volume armazenado pela rede distribuidora subiu 1,7% em abril, atingindo 1,157 milhão de toneladas, com giro equivalente a 3,7 meses. Para o setor, a tendência de alta nos preços pode levar as empresas a adotarem uma postura mais cautelosa na recomposição de estoques nos próximos meses.

As compras realizadas pelos distribuidores somaram 333 mil toneladas em abril, recuo de 6,1% frente a março. Na comparação anual, porém, houve crescimento de 4%, sinalizando manutenção gradual da atividade industrial e da demanda em alguns segmentos consumidores de aço.

Embora o mercado ainda opere em ritmo moderado, os dados do Inda indicam um cenário de acomodação após períodos de maior volatilidade nos fluxos de importação e nos preços internacionais. O avanço das exportações e a expectativa de recuperação nas vendas ao longo dos próximos meses reforçam a percepção de estabilidade relativa para o setor em 2026, ainda que em um ambiente de cautela por parte da cadeia de distribuição.

 
Fonte: Infomet
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 22/05/2026

Fim da escala 6x1 eleva custos da construção em 10%, diz CBIC

O presidente eleito da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) Eduardo Aroeira afirmou nesta quinta-feira à CNN que um eventual fim da escala 6x1 trará custos adicionais de 10% ao setor de Construção.

Segundo Aroeira, que atualmente é vice-presidente financeiro da entidade, esse encarecimento será repassado diretamente para o consumidor e para o orçamento público.

O dirigente baseou as projeções em um estudo técnico desenvolvido pela própria CBIC, que também calculou o impacto da medida na contratação de pessoal.

O país conta hoje com cerca de 3 milhões de trabalhadores ativos na construção civil. Caso a redução da jornada seja implementada, seria necessário contratar 288 mil novos trabalhadores para compensar e manter o ritmo atual de produção.

Como caminho para atenuar o apagão de mão de obra e buscar ganhos de produtividade, o executivo apontou para a modernização tecnológica, com destaque para evolução do maquinário e sobretudo a digitalização.

“A inteligência artificial vai melhorar a eficiência das empresas e facilitar o trabalho do funcionário”, defendeu.

 
Fonte: CNN
Seção: Construção, Obras & Infraestrutura
Publicação: 22/05/2026

 

Aço: Europa apoia redução de importações isentas de tarifas

O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira o novo quadro para proteger a indústria siderúrgica europeia contra o impacto da superprodução global, que reduzirá em 47% o volume de aço que pode entrar isento de tarifas na União Europeia e aumentará para 50% as taxas sobre as importações que excederem esse limite.

Com 606 votos a favor, 16 contra e 39 abstenções, o plenário do Parlamento Europeu aprovou o acordo previamente alcançado entre os negociadores do Parlamento e do Conselho para substituir as atuais salvaguardas comerciais, em vigor desde 2018 e que expirarão em 30 de junho de 2026.

A nova regulamentação fixa, assim, em 18,3 milhões de toneladas anuais o volume de importações de aço que poderá entrar no mercado comunitário isento de tarifas, enquanto as quantidades que excederem essa cota estarão sujeitas a uma tarifa de 50%, contra os atuais 25%.

Uma medida que, segundo os eurodeputados, permitirá fazer face aos efeitos do excesso de produção mundial que – alertam – já provocou a perda de cerca de 100 mil empregos no setor desde 2008.

O texto, que ainda deverá receber a aprovação formal do Conselho antes de entrar em vigor, introduz também novos requisitos para reforçar a rastreabilidade das importações, de modo que a origem do produto será determinada pelo país onde foi fundido e moldado pela primeira vez, com o objetivo de evitar que países terceiros contornem as restrições por meio de transformações mínimas.

Da mesma forma, a Comissão Europeia deverá levar em conta essa proveniência ao distribuir as cotas nacionais e revisar antecipadamente o alcance da regulamentação para analisar se convém ampliar o número de produtos abrangidos.

O acordo prevê, além disso, um tratamento específico para a Ucrânia na distribuição dessas cotas, uma vez que a UE considera que sua indústria siderúrgica foi especialmente afetada pela guerra com a Rússia.

Reciclabilidade infinita do metal reforça protagonismo industrial no Brasil

Dados da última pesquisa com informes do mercado brasileiro de aço no país, divulgada pelo Instituto Aço Brasil, mostram que o consumo aparente de produtos de aço no país atingiu 26,1 milhões de toneladas em 2024, retomando patamares relevantes após oscilações recentes. O avanço está alinhado ao desempenho da economia brasileira, que cresceu 3,4% no período, com destaque para a indústria e a construção civil.

Entre os principais setores consumidores de aço, a construção civil lidera com 37,3% do total, seguida pelo setor automotivo (24,8%) e pelos bens de capital (19,2%). O desempenho desses segmentos ajuda a explicar a relevância do aço como base para diferentes cadeias produtivas e sua presença em aplicações que vão de estruturas metálicas a bens duráveis.

Além da escala de consumo, a reciclagem do aço também representa ganhos diretos no uso de insumos industriais. Para cada tonelada reciclada, evita-se o consumo de cerca de 1.400 kg de minério de ferro, 740 kg de carvão e 120 kg de calcário, reduzindo a dependência de outras matérias-primas ao longo da cadeia produtiva.

Para o diretor de Operações da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração, Valdomiro Roman, a reciclabilidade do aço é um dos pilares que sustentam sua relevância histórica e atual.

“O aço reúne atributos técnicos que garantem longevidade ao material dentro da indústria. A possibilidade de reaproveitamento contínuo, sem perda de desempenho, contribui diretamente para a eficiência dos processos produtivos”, afirma.

Segundo ele, o comportamento do mercado brasileiro reforça esse papel estratégico.

“Os dados mais recentes mostram uma demanda consistente, puxada por setores estruturais da economia. Isso evidencia como o aço permanece essencial para atender diferentes segmentos com escala, qualidade e competitividade”, completa.

 
Fonte: Monitor Mercantil
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 20/05/2026

 

Indústria afirma que críticas à eliminação da escala 6×1 não são exageros

O debate sobre a redução da jornada de trabalho ganhou tom político, segundo Alexandre Furlan, diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A análise precisa considerar diferenças entre setores e impactos econômicos.

Furlan afirmou que a discussão atual parece ter virado uma narrativa política sedutora, mas pode enganar do ponto de vista econômico ao não levar em conta a realidade setorial.

Ele alertou que diminuir a carga de trabalho sem aumento de produtividade tende a elevar custos para empresas e consumidores, especialmente em setores que operam em turnos contínuos, como siderurgia e indústria cerâmica.

Para avançar de forma responsável, o caminho sugerido envolve produtividade elevada como base, fortalecimento da negociação coletiva e investimentos em educação, qualificação profissional, inovação e segurança jurídica.

A proposta integra as prioridades do governo Lula neste ano eleitoral.

 
Fonte: Portal Tela
Seção: Indústria & Economia
Publicação: 19/05/2026

Instituto Aço Brasil revisa projeções e passa a prever recuo nas importações de aço em 2026

O Instituto Aço Brasil revisou as projeções divulgadas em dezembro para as importações de aço em 2026. A entidade, que antes estimava alta de 3,9% em relação a 2025, totalizando 6,7 milhões de toneladas (t), passou a prever queda de 0,9%, somando 6,3 milhões de t.

Esses números incluem tanto laminados quanto semiacabados. A nova previsão para a entrada somente de aço laminado no País é de 5,7 milhões de t, com recuo de 1,4%, ao passo que a projeção anterior era de que o volume alcançasse 6,3 milhões de t neste ano, avançando 10% sobre o ano passado, quando atingiu o maior nível em 15 anos.

O instituto alterou as previsões após o governo federal ter fortalecido a defesa comercial da siderurgia nacional contra importações consideradas predatórias. Foram adotadas novas medidas ao longo do primeiro trimestre, que atendem, em parte, aos pedidos do setor.

Em janeiro, foi aprovada a aplicação do direito antidumping definitivo sobre aços pré-pintados de origem chinesa e indiana, além do aumento da alíquota de importação para 25% de nove Nomenclaturas Comuns do Mercosul (NCMs) de produtos siderúrgicos, sem o estabelecimento de cotas. No mês seguinte, foi oficializado o direito antidumping definitivo sobre aços laminados planos a frio e revestidos planos da China.

Nesta semana, durante coletiva de imprensa da Coalizão Indústria, o presidente-executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, ressaltou que o setor sempre entendeu que a solução para as importações predatórias seria o modelo de hard quota – no qual se define uma cota de importação por país e a entrada de novos volumes é interrompida assim que o teto é atingido. Embora o pleito não tenha prosperado, ele reconheceu que o novo arcabouço de defesa da siderurgia está robusto com as recentes medidas implementadas.

Expectativa é de que a defesa funcione e as importações normalizem

Lopes ponderou que, mesmo robusto, o arcabouço para defesa do setor siderúrgico demanda tempo para surtir efeito. Ele destacou que o Aço Brasil está na expectativa de que funcione, tanto que a entidade ajustou as projeções e, agora, prevê redução nos volumes, ainda que pequena.

“A nossa expectativa é de que, com esse sistema robusto que temos agora – e é um reconhecimento público que faço –, consigamos assustar essas importações e as coisas se normalizem”, afirmou. “Essa é a expectativa para que possamos ocupar mais o fornecimento [de aço] para a construção civil e voltar a funcionar como sempre funcionamos, com a integração da cadeia”, salientou.

Empresas já haviam demonstrado otimismo

Alinhado com o discurso do presidente-executivo do Aço Brasil, algumas das maiores siderúrgicas com operações no País haviam sinalizado otimismo com as novas medidas estabelecidas pelo governo federal para tentar reduzir as importações de aço predatórias.

Em entrevista ao Diário do Comércio no início deste mês, o CEO da ArcelorMittal Aços Longos LATAM e vice-presidente da ArcelorMittal Brasil, Everton Negresiolo, disse que as medidas estão ganhando robustez e que, por isso, a companhia espera um arrefecimento das importações no decorrer do ano.

No fim de abril, em teleconferência para apresentação do balanço do primeiro trimestre, executivos da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) também projetaram queda no ritmo das importações no segundo semestre.

De acordo com dados do Aço Brasil, o volume de aço importado pelo País subiu 4,2% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Mas o entendimento tanto de Negresiolo quanto da Usiminas é que parte desse crescimento pode estar vinculada a uma antecipação das compras pelos importadores para garantir condições comerciais anteriores à vigência das novas medidas.

 
Fonte: Diário do Comércio
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 15/05/2026